não era noite de sábado,
tudo estava ali, tudo era calmo.
As ruas eram geladas e vazias,
os letreiros desligados,
os semáforos em alerta,
os telhados pardos sob a luz fria,
o vento estava estático
e o silêncio dominava, outra vez.
Num interior de pouca luz,
e algumas mesas de madeira,
com paredes pretas e rabiscadas
e outros letreiros acesos,
havia essa garota.
Ainda reconstruo os detalhes
que levaram certo tempo
para serem criados, e que ficaram
como cicatriz na lembrança:
a maquiagem desenhada,
cabelos compridos e lisos.
O batom vermelho morango
na boca de sorriso largo e mortal.
A sombra dos olhos realçavam
um olhar que trazia sensações e
que faziam pouco até de mim.
Eram olhos que se enchiam de vida
e recriava a vida em cada gargalhada
que agitava o cabelo como ondas no mar.
O sol brilhava atrás de seu rosto,
e iluminava todo lugar, e as paredes
não eram mais escuras.
Não sei se vou rever Vêronica,
mas sei que o aroma das flores
sempre volta após o inverno.
O sol brilhava atrás de seu rosto,
e iluminava todo lugar, e as paredes
não eram mais escuras.
Não sei se vou rever Vêronica,
mas sei que o aroma das flores
sempre volta após o inverno.
2 comentários:
Verônica...
Persongem de adjetivos tão idiossincráticos... parece lapidada e ao mesmo tempo tão comum.
Eu...
Obrigado pelos comentários. É sempre bom ler sua opinião sobre o que penso.
O normal deixa de ser normal quando é enfatizado, pois sua atenção merecida, fez Vêronica sair do comum.
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