À moça da casa de ervas.
A moça de aura radiante
que carrega em seu rosto
aquele momento após
uma boa gargalhada.
De olhos castanhos, grandes
e redondos. De nariz fino
e proporcional ao rosto
delicado de traços suaves
porém fortes, coberto com
uma pele rosa e macia.
Desenhando as maçãs do rosto
com um risco quase invisível de blush.
que tem os cabelos negros,
como a asa de um corvo,
suavemente amarrados
pouco acima da nuca
exibindo o começo das costas
pequenas que o vento define
quando sopra a roupa fina
contra as curvas de seu simétrico corpo.
Que está sempre bem vestida
que usa calça jeans reta
até o scarpin vermelho escarlate
que está sempre conversando
com uma amiga sentadas
numa bancada. Mas que eu
não sei quem é ou como é.
Pois quando passo
meus olhos só procuram
a moça da casa de ervas.
domingo, 25 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O dia em que tudo acabou
nas noites de céu sem estrelas
nos suspiros que dei na janela
na mesa de jantar dois pratos,
um pra mim e o outro dela.
teus casacos, teus sapatos
no cabide teus vestidos,
onde era nosso abrigo
o sol já não entra mais
no quintal as folhas secam
não se regra mais o amor
é tudo cinza gélido e oco
como uma floresta queimada
e ainda pensas que é pouco
no jardim a grama morre
no roseiral só há espinhos
pois as pétalas caíram
onde o vento carregou
pra bem longe as cores
nas manhas de domingo
os bem-te-vis em silêncio
e os cães não latem mais
só há neblina lá no porto
sem navios no meu cais
nos suspiros que dei na janela
na mesa de jantar dois pratos,
um pra mim e o outro dela.
teus casacos, teus sapatos
no cabide teus vestidos,
onde era nosso abrigo
o sol já não entra mais
no quintal as folhas secam
não se regra mais o amor
é tudo cinza gélido e oco
como uma floresta queimada
e ainda pensas que é pouco
no jardim a grama morre
no roseiral só há espinhos
pois as pétalas caíram
onde o vento carregou
pra bem longe as cores
nas manhas de domingo
os bem-te-vis em silêncio
e os cães não latem mais
só há neblina lá no porto
sem navios no meu cais
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Somente no Mar II
quisera o vento soprar
carregado de sal do mar
nos cabelos que permeia
pés afundados na areia
sentada numa cadeira
de vime eu te vi, ali com
chapéu, óculos e tanga
cheirando a bronzeador
tomando suco de manga
vez e outra a maré
vinha tocar te os pés
mas sumia que areia
se esvaía como magia
e úmida assim se ia
apagando todos rastros
de mil passos até você
quisera eu te alcançar
sem morrer na praia
quisera eu lançar te
brisa pra que ela volte
com teu cheiro pra mim
quisera eu, você beber
de mim, e navegar assim
no sangue em suas veias
quisera eu não ser só
e todos meus mistérios
no fundo guardados
meu escuro, meu silêncio
são a ti reservados
mas aqui fico lançando
ondas, braçadas em vão
na expectativa de ver
profundo mergulho seu
na imensidão deste mar.
carregado de sal do mar
nos cabelos que permeia
pés afundados na areia
sentada numa cadeira
de vime eu te vi, ali com
chapéu, óculos e tanga
cheirando a bronzeador
tomando suco de manga
vez e outra a maré
vinha tocar te os pés
mas sumia que areia
se esvaía como magia
e úmida assim se ia
apagando todos rastros
de mil passos até você
quisera eu te alcançar
sem morrer na praia
quisera eu lançar te
brisa pra que ela volte
com teu cheiro pra mim
quisera eu, você beber
de mim, e navegar assim
no sangue em suas veias
quisera eu não ser só
e todos meus mistérios
no fundo guardados
meu escuro, meu silêncio
são a ti reservados
mas aqui fico lançando
ondas, braçadas em vão
na expectativa de ver
profundo mergulho seu
na imensidão deste mar.
...e que continua a me inspirar.
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