soneto
Canto, humilde canto, não esse canto
que canta, que a alma se perde.
Que doce és quando cerce
um verde-musgo manto.
Voz de veludo, por si não fala:
flutua a ecoar no vento ao léu.
- Onde estará minha bela,
que senão no meu céu?
Águas do céu atingem me a face.
O vento gela a gota sobre a pele.
O olimpo grita com trovoadas.
Nuvens cinzas carregadas.
A clara alma não se fere,
e a escura vida não padece.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Composição Antiga
De quando uma vez que quis ter uma banda.
Rotina
Levantar e se lembrar:
A hora da minha obrigação chegou,
mais um dia de luta a começar
O sol do novo dia raiou.
Ignore o sofrimento que é,
pois é pra isso que se vive.
Meu ideal me manterá de pé,
minha fé me manterá livre.
Dê seu sangue por sua bandeira.
Para os burgueses não é difícil,
com muito dinheiro, sem olheira.
Cumpra sem medo seu ofício.
Tente entender, não tente resistir
Tente apreciar tudo que conseguir
Agora veja que isso foi sempre assim.
Escrita em: 16/04/2007,
no estúdio "Instrumental'.
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