Meu coração ainda pulsa
a vida ainda esguicha vitalidade
ainda ando pelos mesmos becos sombrios
na ascendência acolita do desejo reprimido.
Eu morro todas as manhãs;
entorpo da cristalecência dos âmagos vindouros.
Devo criar uma expectativa sobre algo bom?
Nesse cálice, bebi o vinho e agora bato as cinzas.
Reduzi a bílis no amargo mais encapsulado que consegui,
estou onde queria estar, mas vivo onde meu pulso vive e
sangra direto no cálice desse amargor que não me larga.
Quero o que o rubro dos dias me guiam querer,
submergir ao dulçor desse mundo, mundano mundo.
Saborear a doçura das pétalas numa manhã de
primavera e descer a escada do orgulho ao menos uma vez.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Dance no amargor
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