sexta-feira, 15 de junho de 2012

asco



Que raízes crescem aqui no horizonte estiolado, beira a maresia do mar no verão.
Em pétalas cor-de-rosa, frondosas, regenerado. O frolo dos pés pisando no chão.
Imaculado desadorno, é tempo que está fechado. Debruar vosso rosto em feição.
Em tom bravio estremeço: Estás ao meu lado? Olhas, e respondes um mudo Não!

O sol se põe em campos precocemente desertos. A luz da lua colore de tristeza o camafeu.
Impetuosos ventos castigam o peito todo aberto, entre o adulto e uma pipa voando no céu.
Emoldurados retratos vazios de olhar incerto, a órbita dos teus cabelos cobertos por um véu.
Desacredito do meu coração rumbeador e desperto. E sei do destino impiedoso, frio e cruel.

Realizar o tempo pelas cordas que cintilam contra as águas das sombrosas manhãs.
Se esvai em expansão todo o universo que habitas e que rege a suprema tolice de viver.
Esguelha otuso o desejo de suavizar o que nunca poderá ser desfeito: o de apenas ser.

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