terça-feira, 1 de novembro de 2011

Soneto

A doce falência (que é envelhecer)


Tenho cortes, cortes que sangram
tenh'alma sofrida por sentir a dor.
Ossos finos frágeis se quebram
ao desbotamento total da cor

Olhos crivados mancham a visão
o sol seca a pele, queima a carne.
Não sinto o pulso do teu coração
Minha presença não faz alarde

O corpo luta, a alma cede com sede
e padece na falência súbita e lenta
da ânsia de tomar mais um fôlego

sem andar catatônico nem trôpego
é triste chegar na casa dos '...enta'?
não no balançar de uma bela rede.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mas isso é pra vc ainda tá novo...

Anônimo disse...

Retratou exatamente a transformação que "todos" vamos vivenciar um dia... e apesar de jovem sua sensibilidade e sabedoria reflete claramente a transição de algo inevitável a nós seres humanos.
Eu...