domingo, 9 de dezembro de 2012
Sobre flores, rosas e morte.
O suicídio prematuro emurche-se somente
quando o sol é mais forte que um trago d’água.
Velamos a primavera com coléus na auréola
enquanto a chuva de verão desbota e
carrega para longe suas cores falidas.
Dura e triste caminhada solene por entre
as hienas de dentes a mostra, que faceiam
e contemplam o próprio demônio na
falsificação de seu inquieto riso. Turgi-se
um raio frio de luz sobre a pálida face. E mais
uma camélia nasce para esbanjar seu perfume.
De tulipas retiro a morte. A morte nasce
em tulipas assim que colhidas. Como num
sonho vivo, ela só descansará quando alguém
a recebê-la e se juntar à ela. Pois é certo dizer
que são portadoras de tal maldição e infessas
em conduzir qualquer velório sem lágrimas.
Do outro lado da ponte, mulheres com
a ternura e pureza da flor do morango,
sexos coberto por uma malope. Danças
esmagando margaridas que, despetaladas,
boiam na superfície do lago paralisado
junto as vitorias-régias.
Flores, rosas: a resposta para o mundo!
Se queres demonstrar paixão - envie rosas.
Flores ornam velórios. Rosas são o pedido
de desculpa que homem algum jamais
conseguirá por em palavras. Jardins são
ambientes de extrema paz.
E seus perfumes atraem os mais profundos
e as mais intensas sensações já sentidas.
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