domingo, 11 de novembro de 2012
Ao sabor das lichias
Longe de raiar o dia
fogo aceso que ardia.
Na noite languidez surgia,
luminosa ceiva brotava
e a trança se desfazia.
Em tom pleno acaricia.
O cego escuro gemia.
Dançou a canção rabularia;
colocadas em sussurros
enquanto o corpo frenesia.
No peito coração arritmia,
Suspiro, sufoco...asfixia.
Não acalente a ousadia,
fonte de febris delírios
construídos em harmonia
Pela manhã luz fria
sereno teu corpo caía.
Envolto lençól pendia
numa ponta bailava e
teu seio transparecia.
Amarrotada fronha retorcia,
sopro de galhos na ventania.
Ao pé da cama a rouparia.
Chuva & sol, enxurrada
Novembro oferecia de poesia.
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