segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vento ao Léu II


C
laror que irradia nas
entranhas do crepúsculo
do dia que ainda dorme.
Luz que fere encauma.
Uma névoa fulva flui
com a calma de um
rio de penas mansas.


N as noites de vento
perituro, pequenas
estrelas quentes
flutuam sob o negro.
E piscar pra elas é saber
que algumas ousam
piscar de volta pra nós.


O peso dos olhos abriga
a sombra de um brilho
ao procurar por lugares
altos onde o ar é mais
raro e o silêncio descansa
adormecido em uivos
frios entre as frestas.


O valor de cada manhã
sob o manto diáfano,
meu recomeço, vem em
gotas das chuvas de
Janeiro. E os galhos
arranhando o telhado
anunciam a alvorada.

Um comentário:

Anônimo disse...

Você é muito figura... adorei te conhecer... diferente...no sentido de não ser alguém que vamos cruzar por aí.E olha que conheço muita gente!
Foi um privilégio...com todo respeito e seriedade.
EU...