segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fernando Sabino

Quando li seu primeiro livro "No fim tudo dá certo, se não deu é porque não chegou ao fim", a tristeza veio com toda força quando me vi aproximando da contracapa porém, nela havia seus outros títulos, desde então decidi reunir todas suas obras, bem devagar, mais com a intenção de degustar livro por livro do que pelo prazer de vê-los todos juntos.
Fernando Sabino era um bom mineiro de Belo Horizonte, e tinha uma mania que mais tarde se tornou seu estilo literário: estrebuchar os fatos cotidianos ao ponto de não se tornarem repetitivos nem chatos. Pelo contrário: via se graça até em fazer a barba, fumar um cigarro estando gripado, dar entrevistas para adolescentes escolares e até uma época em que chegou a tecnologia e ele teve que migrar de máquina de escrever para o computador. Era um homem incrível que vivia entre a realidade e a fantasia. Suas crônicas serão eternas, e minha visão sobre Minas Gerais permanecerá imortal. A paixão pela bateria do estilo Blues & Jazz, o ódio de ver passarinhos presos em gaiolas me cativaram desde o seu primeiro romance: "O encontro marcado". E entre outras coisas também, como ter tido uma galinha como animal de estimação com o mesmo nome que o seu, por ter sido escoteiro, por ter sido medalhista em natação num clube de sua cidade...Tudo isso fazem dele um pai-herói que não tive.

Um comentário:

Anônimo disse...

...não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante...
Ás vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo,sem tocá-lo,em êxtase puríssimo... ao ler seu depoimento me lembrei dessa passagem que gosto muito.
FELICIDADE CLANDESTINA
EU...