sexta-feira, 8 de julho de 2011

A esperança de amar (outra vez)

Em tempo, ao olhar pro tempo
não é mais possível escandir
não é mais palpável sentir.
Se solidificou, como a lava
quente encontrando o mar.
Por mais que se deseje de novo,
deste momento pra trás
nada existe, é tudo desvalia.

É algo voraz, feroz e clavo.
E vai deixando seus galimos
Tornando impossível mentir
a esqualidez de ser e estar.
As copas que desfolharam
formaram uma serrapilheira,
um mausoléu de folhas secas.

Cuja função foi enterrar o que
morria e que estava de pé.
E que servirá de sumo para
um novo plantio, uma nova safra.
Novas estações virão e, quem sabe,
em meio a tantas pedras,
um novo amor florescerá.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei...
Transformar solícito.
Eu...