Peço à tua alma que me deixe em paz.
Que o sol que brilha em ti não me acorde jamais.
Onde, de teu sorriso, uma cachoeira límpida emanava.
E o barulho era uma canção velha que soava.
Uma canção que leva pro fundo escuro da alma.
Queria repousar em teu colo como pássaro no ninho.
Por causa do teu sossego, perco meu sono no caminho.
Fazes o mal e, ao mesmo tempo, o bem. E desse conflito
fazes despertar em mim a inocência de uma criança,
que corre em campos planos e verdes. Sob céu azul
com nuvens tão lindas que as formas lembram você.
As palavras saem de tua boca com a doçura do fruto
mais maduro do pomar. Fruto maduro, intocável, puro e
ainda não colhido. Que dorme no teu interior. Que pulsa
teu sangue para os lábios vermelhos e quentes.
De noite, teus lábios me tiraram o sono.
De noite, teu sorriso se abre como aurora de um dia frio.
De noite, tua alma não me deixa em paz. E são essas as
noites de verão que a lua cheia revela sua nudez,
às claras de sua própria luz.
E o fim do dia perturba novamente. Pois saber que estás
sob o mesmo céu, sob o mesmo sol, e não saber que estás
mais sobre todas as coisas, desfaleces os amor,
mas ainda inspiras poemas ao mundo.
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Um comentário:
Procuro em vão talvez...descobrir ou melhor decifrar os enigmas de tamanha profundidade...você é tão rico nos detalhes que consigo visualizar sua "amada"
Romântico,diria amante,inquietude não evidente no modo de ser, mas ao descrevê-la suas palavras parecem saltar do inexistente mundo imaginário.
EU...
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