quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vento ao Léu

soneto

Canto, humilde canto, não esse canto
que canta, que a alma se perde.
Que doce és quando cerce
um verde-musgo manto.

Voz de veludo, por si não fala:
flutua a ecoar no vento ao léu.
- Onde estará minha bela,
que senão no meu céu?

Águas do céu atingem me a face.
O vento gela a gota sobre a pele.
O olimpo grita com trovoadas.

Nuvens cinzas carregadas.
A clara alma não se fere,
e a escura vida não padece.

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