domingo, 28 de agosto de 2011

Somente no Mar

Pelos caminhos andei
maré do imenso navegar
que e quantas palpitações
me dei ao te olhar.
Ali, de frente sua imagem
calma e serena me laçava
a atenção, sem tua intenção
e a luz de mercúrio recriou
em ti um efeito de sépia
tornando imortal visão.
Olhos, nariz e boca
harmonicamente criados
como a nona de Beethoven
e por Michelangelo pintados.
Não há espelho que possa
tanta beleza suportar
ela só será compreendida
quando refletida no mar.

Um vestido florido
uma pele cor creme
um cabelo reluzente

Um coração ferido
uma mão que treme
uma alma contente.


Visto em vós por todos
faz te um ser que faz brotar
a dúvida se é verdade
que anjos podem
por aqui andar.

poema dedicado à Daniele

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei...
Intenso,sonoro e simples.
Somente quem tem uma imensa sensibilidade na alma consegue retratar em palavras tais complementos...

Anônimo disse...

O mar e umas das representações do infinito. Por mais que se bosque o fim não se encontra e tão traiçoeiro ate mesmo no deserto se faz de ilusão.