terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Luana


As noites eram tenras e frias.
As caminhadas a ermos sobre o piso gelado.
Nada esquentava o coração modorrento.

Dias repetidos e sem graça.
Não havia luz, não havia acenos...
Nem o de uma criança de dentro do ônibus
Somente a carne doída de somente ser.

Eis que vigília de tais olhos
que procuravam luz entre a poeira,
encontram paz...a consciência morna
trazia tranquilidade ao portador do terror.

Nos calmos reclino de cabeça
no arejar de ventos no cabelo...

Era revelador o descobrimento da vida.
Da vida após a morte.
De morte entende-se:
É perder a esperança em sã
consciência e consumar
o ato de abrir a mão
em plena felicidade.

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