quinta-feira, 13 de setembro de 2012

um olhar sobre a política.


Tebas, recém chegado na vida
colocado perante o trono em choro
 não sabia que estava indo contra
os canhões da ira humana.
Das certezas de Tebas, filho
único do rei, um solitário glorioso,
desamparado de uma infância
sem qualquer infância assim causada,
certamente pelo seu clico
selado pelo anel da realeza,
ficaria a de que seu destino se
resumiria em governar povos.
Torcia o nariz pelo que
achavam a seu respeito do pleito
de reger a destreza de seu pai.

E assim o fez: tornou se
escritor, poeta e filósofo:
caminhava entre as barracas
e nunca comprava uma vestimenta
sequer. Perguntavam-lhe
porque tanto olhar e nada comprar;
respondeu-lhes que nada mais
distraía o olho da sensatez
do que a ilusão de possuir a matéria
provida visando a riqueza.
E foi contra todas as verdades
estabelecidas pela crença
de sua era.
E assim, como todo pensador
fora do quadro, acabou sendo
executado em praça pública
a mando do herdeiro subsequente.
Enquanto aguardava sua execução
dizia que a introspecção filosófica levava
o ser a superar a dor, a doença
e até própria morte.

Tebas, sem escritas disseminadas,
morreu despertando na civilização
os canhões das falsas verdades
hierárquicas conduzidas
pelo cego poder de liderar.



"Eu não acredito num homem que trabalha
para melhorar a vida de outro homem".

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